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Mentiras Econômicas e Mais do Mesmo. A presidente não se emenda!

Durante os debates eleitorais, a candidata Dilma Rousseff disparava inúmeras acusações contra os candidatos que mais ofereciam riscos à sua reeleição. Marina Silva e Aécio Neves foram acusados de fazer política econômica para os banqueiros em detrimento dos trabalhadores. Como dizia a presidente “vocês sempre gostaram de plantar inflação para colher juros”. E eis que, como diria minha sábia avó: o peixe morre pela boca.

Presidente Dilma Rousseff.

Não precisou de muito. Apenas três dias depois de vencido o pleito e garantida a reeleição, o Planalto aumentou a taxa de juros. E ontem, um novo aumento levou a taxa básica (SELIC) a 11,75% ao ano. Isso sem contar os o aumento no preço da gasolina e das tarifas de energia elétrica. Quanta incoerência!

A realidade é completamente diferente do que foi pintado durante a campanha eleitoral. O país corre o risco de ser rebaixado pelas agências de risco, a economia parou de crescer e a inflação está em alta e acima do topo da meta. A justificativa utilizada durante a campanha era de que o cenário é resultado da crise internacional. Que crise? Um grupo de 164 professores de Economia de universidades brasileiras e estrangeiras chegou a assinar um documento rechaçando os principais argumentos defendidos pela candidata presidente para justificar o fracasso econômico de seu governo.

Dilma Rousseff chegou a acusar os adversários de utilizarem o discurso do medo contra seu partido que, como dizia, estava do lado do povo. Mas, a presidente faz tudo ao contrário do que pregava como candidata. Nesse caso, a incoerência vira prova de estelionato eleitoral. Dilma, aliás, sempre foi uma mentira engendrada, um produto de marketing. Mas essa não é a pior parte, pois sempre fomos conscientes das trapalhadas da pupila de Lula.

A pior (e mais assustadora) parte de todo o contexto é a apatia de quem compactuou e defendeu as mentiras levantadas por João Santana, o marketeiro petista. A senhora Rousseff, como presidente é medíocre, mas como economista é pior. Sua matriz macroeconômica resultou em estagflação, e como mea culpa, tratou de demitir seu Ministro da Fazenda quando as chances de reeleição ficaram abaladas. As escolhas recentes tentam reverter esse quadro, especialmente para voltar a atrair investimentos estrangeiros ao país. Daí a escolha de Joaquim Levy para a Fazenda e, se você está bem informado, já sabe que Levy foi um dos colaboradores do plano econômico da campanha do candidato tucano Aécio Neves.

Votação da PLN 36/14

Com a vitória governista na sessão de ontem, a base aliada do governo conseguiu passar a lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e isentar a presidente de culpa no crime de responsabilidade. E isso, após utilizar uma forma de chantagem explícita, ao condicionar a aprovação de emendas parlamentares individuais à aprovação das mudanças na LDO. Na lógica governista, superávit fiscal é coisa do FMI e dos banqueiros. Desconsideram que quem mais se prejudica com a irresponsabilidade do governo são os trabalhadores e a camada mais pobre da população, por sentirem mais os efeitos da INFLAÇÃO! Mas é exagero esperar compromisso e honestidade deles no debate econômico .

Pelo visto, velhos hábitos custam a morrer…

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